sábado, 3 de novembro de 2012

Nublagem

Ai ai, que manhã nublada de preguiça!
A casa toda suja e eu, aqui, inventando coisas mais criativas para fazer do que limpar, limpar, limpar...
Preciso retornar ao me ócio criativo, aos meus momentos de solidão, silêncio e reflexão. Era isso que me assentava na vida. Isso que me faz acalmar, respirar, retornar ao meu centro e seguir a vida com mais consciência dos processos, dos movimentos. Minha mente está nublada como essa manhã, e me atrapalha de perceber com claridade as coisas.
Chato é precisar de estímulos externos para viver esse momentos. Eu deveria conseguir tirar esse momentos, acalmar a mente e a ânsia de fazer as coisas, simplesmente diminuir o ritmo e viver o momento, sem estar preocupada com o que tem que ser feito, sem nenhum estímulo externo. E essa capacidade, certamente, está dentro de mim. Eu tenho que me empenhar para encontrar um caminho que me leve até ela.
E esse lance do caminho que está difícil. Eu não sei exatamente o que está por vir.... mas sinto que algo grande se encaminha. Esse momento da minha vida está muito encubado. Me sinto exatamente como o Ipê na seca, mas o meu período de chuva ainda está mais longe um pouco.
Hoje estava observando os pássaros. São muito casais. O pessoal da Biologia pode dizer se é assim mesmo, mas acho que identifiquei uma coisa. O porquê do canto deles. É uma estratégia de proteção, um com o outro. É uma aliança que eles tem, uma forte aliança. Eles se escolhem para apoiarem-se um no outro. Enquanto buscam comida e material para o ninho, cantam intercalando para informar que estão ali e está tudo bem. O canto deles é um jogo, não de pergunta-resposta, mas de resposta-resposta. Uma resposta linda, diga-se de passagem.
Isso é o que nós deveríamos aprender com eles. Isso é um casal de verdade. Um tá ali pra proteger e ajudar o outro e a comunicação deles é constante e bela. É o tal do carinho na fala.
Enfim.... reflexões de uma manhã gostosa. De fato, nublada de preguiça, mas com vários buraquinhos de céu azul que começam a abrir entre as nuvens.

domingo, 21 de outubro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

Gunas


Todos os seres vivos tem em sua essência o três gunas em perfeito equilíbrio (sattva, rajas e tamas). Por exemplo, quando um homem move um cadeira a energia que fez com que ele olhasse a cadeira e pensasse “vou trocá-la de lugar, ela não está bem aí” é sattva, a ação de movimento de seu corpo em direção a cadeira é rajas e o seu próprio corpo é tamas. Ou seja, sattva – mental, rajas – força, tamas – material.
Os gunas são as principais forças da Inteligência Cósmica e determinam nosso desenvolvimento espiritual. São as qualidades sutis da natureza e fundamentam a vida, a matéria e a mente. Todos os objetos do Universo são compostos por diferentes combinações desses três gunas. Eles são um nível mais profundo que os humores biológicos.
SATTVA – é a qualidade da inteligência, da virtude e da bondade. Cria harmonia, equilíbrio e estabilidade. É leve e luminosa. Movimento para cima e para dentro. É a energia que tende ou busca o equilíbrio do organismo.
RAJAS – é a qualidade da mudança, da atividade, da agitação. Acrescenta um desequilíbrio que perturba o equilíbrio. É a energia de ação. Ou seja, é absolutamente necessária para gerar o movimento. Movimento é vida e vida é movimento. A energia vital é essa faísca necessária para originar o movimento, sem o qual não há vida. Um organismo absolutamente inerte (em todos os níveis) é um organismo morto. Mas Rajas também, por sua natureza desequilibrada, resulta em dor. É a força da emoção que causa sofrimento e conflito.
TAMAS – é a qualidade da inércia, da escuridão e do embotamento. É pesada ou difícil em sua ação. É como a força da gravidade que prende as coisas em formas específicas. É a substância, o material. Fazendo um paralelo: Nossa alma está presa ao nosso corpo, materializada nessa forma específica. Essa materialização é fruto da energia de tamas. Mas tamas traz à tona a ignorância e ilusão, e favorece a insensibilidade, o sono e a perda da consciência.
Possível que se possa considerar que todas as manifestações grosseiras são tamásicas ou rajásicas (tamásicas num nível mais material, concreto e rajásicas num nível mais energético, sentimental). As manifestações sutis são sattvicas.
Acredito então que um alimento, por exemplo, tem a energia vital de sattvica e a matéria (proteínas, carboidratos etcs) de tamásico. Provavelmente as enzimas digestivas presentes nesse alimento sejam rajásicas e certamente o nosso fogo digestivo que digere o alimento é rajásico.
Podemos concluir que alimentos como carnes, enlatados etcs são tamásicos, assim como legumes e verduras ficam gradativamente mais tamásicos a medida que vão perdendo energia vital (ou cozidos muito antes do consumo, ou na geladeira por muito tempo). Resumo da ópera: será que dá pra afirmar que alimentos mais próximos na terra (o mais frescos possíveis – do horta para a mesa) são mais sattvicos.
Agora, pensando na alimentação viva, uma alimentação extremamente sattvica, não considero que nos deixe, em níveis sutis no mais ideal. Porque não há equilíbrio com as outras energias que, apesar de não serem de expansão da consciência, são fundamentais para a vida na matéria. Levando para a teoria do Ying-Yang, pessoas que comem apenas alimentos crus são demasiadamente cabeça-na-lua. Sem ação e sem presença no mundo terreno. Pensando em termos de equilíbrio, certamente é melhor recorrer o máximo possível a modos de alimentação sattvicos, porque nossos hábitos na atualidade são quase todos tamásicos e rajásicos, mas isso não quer dizer que tem que se apelar para o sattvico, o segredo é o equilíbrio harmônico entre essas três energias.
A vida precisa oscilar ente equilíbrio e desequilíbrio... porque a própria oscilação é vida. O que não oscila é morto.
Voltando ao livro:
Tipos mentais de acordo com os gunas:
Sattva predominante – chave para a saúde, a criatividade e a espiritualidade. Pessoas sáttvicas tem uma natureza harmoniosa e adaptável. Maior imunidade. Adquirem cada vez mais equilíbrio e paz de espírito. São ponderadas com os outros e cuidam de si mesmas. Encaram a vida com experiência  de aprendizagem e procuram o bem em tudo, até mesmo na doença, que procuram entender e não apenas curar.
Rajas predominante – são pessoas com muita energia, mas acabam se cansando por atividade excessiva. Mente agitada, opiniões fortes (eu), impacientes e incoerentes, culpam os outros por seus problemas. Mesmo quando realizam seu objetivos ainda não se consideram felizes.
Tamas predominante – bloqueios psicológicos profundamente arraigados. Energia e emoção estagnados e reprimidos. Desconhecem seus problemas e não buscam tratamento. Deixam que outras pessoas e energias negativas as dominem e não gostam de ser responsáveis pela própria vida.
A sociedade atual é predominantemente rajásica, o que acaba caracterizando a maioria de nós. Altamente sattvicos são uma raridade, revela santos ou sábios. Altamente tamásicos nem leriam nem buscariam nada relacionado à ayurveda, por exemplo.
  

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tensão e dor

Nossa.... hoje to muuito torta.
Ainda não compartilhei isso contigo, inclusive, é o que quero falar detalhadamente na nossa primeira runião.
Você sabe que esse meu interesse por corpo/mente surgiu muito fortemente por conta da minha lombar. Poisé, questão forte essa pra mim. Já venho há uns 5 anos pesquisando a mim mesma, e já descobri um monte de coisas, só não descobri ainda como resolver. O lance todo é: a origem tá na minha cabeça, ou no meu olho direito, ou nos dentes. Ainda não sei com 100% de certeza o que puxa o quê, sei só que tá tudo pra dentro da cabeça. O lance: quando estou tensa com alguma coisa, ou até mesmo quando estou próxima a alguém que esta tenso por algum motivo, batata, meu ombro, pescoço ou lombar doem. Depende um pouco, não sei se do nível da tensão ou se do teor sentimental dela. É algo a investigar.
O hoje: Bruno fica me pressionando que tenho que trabalhar... joga isso o tempo todo na minha cara. Não estou perdendo o sono pra procurar emprego, mas tenho olhado umas coisas... ontem mesmo cadastrei meu currículo em duas escolas, mas confesso que estou desesperançosa, afinal, porque contratariam alguém sem nenhuma experiência. A coisa tá enrolada e não sei bem com desenrolar, daí me deixa puta as indiretas do Bruno, o jeito agressivo de colocar as coisas. Ele parece que não entende que o que não estou fazendo não é por falta de vontade... é porque não sei o que nem onde nem como fazer. Resumo da ópera: estava limpando o chão e reparei que meu quadril está ainda mais torto do que já é (pra direita, depois te mostro) e agora a noite estou cheia de dor no braço direito e pescoço... com uma leve puxada no olho. Tudo do lado direito, que é o sempre dói mesmo. Meu maxilar fica travado e toda hora tenho que estar me atentando pra destravar. Só um segundinho de distração e tchurum, travado de novo. Também to comendo pra caramba nesses últimos dias, de estar com a barriga cheia, me incomodando, e comer mesmo assim. Fissura de mastigar.
Enfim... observação do dia  18/10/12 - aniversário da Nessinha.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Olá olá

Marildins.....
to testado aqui. Isso parece mais um email. Vou ter que depois, com calma, dar uma fuçada pra ver se aprendo a mexer nesses troços cibernéticos.
Bjins